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Quando a noite vira mar

Fazem alguns anos, me apeguei intensamente a fotografar o mar em baixas velocidades no obturador da câmera. O surfe, o mar, e outros assuntos com movimentos dinâmicos e bruscos pedem velocidades mais altas que o normal para um resultado super focado e sem borrões. Normalmente eu uso acima de 1/500 com a minha lente 100-400, mas conforme você vai baixando essa velocidade, a ação vai perdendo nitidez e se transformando em borrões. Com velocidades bem baixas, de 1/20 segundos para menos, o mar e o surfe ganham um movimento totalmente diferente, que não se evidência mais através da nitidez.

Para esses momentos, gosto das luzes suaves e em constante mudança das manhãs ou fins de tarde. São momentos que além de cores e tonalidades diferentes, consigo, graças as luzes mais baixas, usar exposições mais longas sem a necessidade de fechar muito o diafragma da câmera, ou de filtros ( que são uma boa possibilidade para os momentos de luzes mais fortes ). Mas assim me acostumei a trabalhar nas primeiras e últimas luzes do dia, e isso é um voto estudo das variáveis naturais.

Esse foi um dia de vento terral e ondas não muito grandes na praia do Leme. Fotografei das 16h até às 18h, quando a luz se foi.



Era sonhar de repente, quando a noite virou mar.

Sei que é pouco, sei que é sempre igual.

Sei que me dediquei em vão, e isso é normal.



Quase toquei o tempo, quase não o vi passar.



Queria ser reflexo do mar. Ter de me preocupar.



Foi-se num sussurro. Foi ale mergulhar.

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